Somos um
Dia 59 | Faltam 42 dias

Motivo de oração de hoje:
Pelos que sairão em missão durante as 96 horas.
Somos um
“Da multidão dos que creram, uma era a mente e um o coração” (Atos 4:32).
Por fim, ao olharmos para a declaração feita à Igreja em 1893, chegamos a outra lição: os resultados do reavivamento não se resumem à alta produtividade da Igreja nem a um ativismo preocupado em mostrar o quanto fizemos. Talvez aqui esteja escondido um dos maiores perigos de buscar o reavivamento pelo motivo errado. Já vi muita gente pensar que a prova do batismo do Espírito Santo está na quantidade de pessoas atendidas, na multiplicação das fotos ou no número de pessoas batizadas. Até citam o sermão de Pedro no Pentecostes como prova disso. Mas…
Isso é olhar para o lado errado. É o que o mundo observa, esperando encontrar uma prova do batismo do Espírito Santo. Performance no palco não comprova batalha na sala de oração. Pode, de fato, camuflar uma vida egoísta, embalada em uma santidade de rótulo, e não de coração. Veja a declaração pela última vez. Olhar para a glória de Deus é nutrir uma só mente e um só coração. Unidade. O restante é consequência. Toda vez que olhamos para a produtividade, concentramos a atenção no ser humano que fez. Quando olhamos para a unidade, concentramos a atenção em quem nos mantém unidos. Porque manter tantos egos unidos só pode ser obra do Pai.
“Olhar unicamente à glória de Deus quer dizer nutrir um só desígnio, manifestar a obra que foi feita em vosso coração, que vos sujeita à vontade de Deus, e leva cativo todo pensamento à glória de Deus. O mundo tem estado com os olhos em vós, a ver qual seria a influência posterior da obra de reavivamento que veio ao colégio, ao hospital, escritório de publicações, e aos membros da igreja de Battle Creek. Que testemunho haveis dado em vossa vida diária e em vosso caráter?” (Ellen White, Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 138)
Preste atenção na expressão “nutrir”. Ela envolve o ato de alimentar. A fase em que alguém nos alimenta é a infância. Aos poucos, buscamos autonomia. Lembre-se: a luta pelo desejo de comer o que queremos acontece especialmente na adolescência. Quase em rebeldia, preferimos o próprio gosto, e não necessariamente aquilo que nutre. Mas, ao alcançarmos a maturidade, não podemos continuar como crianças espirituais alimentadas por outros nem como rebeldes que buscam satisfazer os próprios desejos. Isso é o que o reavivamento revela. Nutrir uma só mente e um só coração exige alimentação consciente. É uma escolha individual refletida na escolha do grupo. O verdadeiro reavivamento revelará isso, e não performance.
Não é complicado, mas exige esforço para revelar Jesus — e somente Ele.
Nossa oração hoje:
Senhor, não quero ser infantil nem rebelde em minha nutrição espiritual. Quero revelar Tua glória em unidade com meus irmãos em Cristo.



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