Futuros
Dia 72 | Faltam 29 dias

Motivo de oração de hoje:
Pelas equipes de trabalho do Together.
“Quando Pedro O viu, perguntou: ‘E quanto a ele?’” (João 21:21).
Nossas experiências com Jesus não são iguais. Temos histórias individuais, e é importante lembrar disso para respeitar as experiências dos outros. Já vi muita gente questionando o reavivamento vivido por outra pessoa apenas por ser diferente da própria experiência. Isso é um grande perigo. Cada história tem seu valor, assim como duas pessoas no mesmo trem podem contemplar lados diferentes da estrada. O falso reavivamento costuma obrigar todos a olhar pela mesma janela e transformar isso em padrão de vida. Desconfio que não seja bem assim!
O clássico momento em que Pedro fica um pouco enciumado e pergunta sobre João acontece justamente quando Jesus revela seu futuro. Quase com aquela atitude de quem pensa: “Se eu vou sofrer, ele também vai?”, Pedro pergunta por João. Mas a resposta de Jesus é dada com infinito amor, como se dissesse: “Filho, cada um tem seu próprio futuro”.
Gosto de pensar nisso. Assim como nossas histórias são diferentes, temos futuros distintos. Não me refiro ao destino final. Todos temos a eternidade pela frente. Mas, quando chegarmos lá, contaremos histórias diferentes. O novo nome que receberemos na glória está relacionado à nossa história com Jesus. Essa exclusividade é uma demonstração do valor único de cada vida para o Salvador.
Note que as perguntas públicas de Jesus serviram para reparar a negação pública de Pedro. Assim, ninguém poderia negar que ele havia se acertado com o Mestre. Mas, quando Jesus falou sobre o futuro de Pedro, a conversa foi particular. Se Pedro contou tudo a João algum tempo depois ou se João bancou o bisbilhoteiro — talvez até provocando a pergunta enciumada de Pedro —, não sabemos. Deixo isso para a imaginação. Mas o episódio ensina que existem partes de nossa história que pertencem ao relacionamento pessoal com Jesus.
“Jesus caminhava sozinho com Pedro, pois havia algo que desejava transmitir unicamente a ele […] A fim de que se fortalecesse para a prova máxima de sua fé, o Salvador apresentou-lhe seu futuro […] Dessa maneira, Jesus mostrou a Pedro como morreria […] Ele não ficou desanimado pela revelação […] Até então, Pedro havia conhecido a Cristo segundo a carne, como muitos O conhecem hoje, mas a partir daquele momento não estava mais limitado a esse conhecimento.” (Ellen White, O Desejado de Todas as Nações, p. 653 [815])
Lembre-se: quanto mais perto de Jesus estivermos, mais compreenderemos Seu amor por nós e pelos amigos que caminham conosco. Temos futuros diferentes, mas o mesmo propósito: revelar Jesus ao mundo. Essa é a consciência comum produzida pelo verdadeiro reavivamento. Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim.
Nossa oração hoje:
Pai, ensina-me a não viver preocupado com o futuro dos outros. Que eu me ocupe em ajudá-los a caminhar com Jesus e a descobrir Tua vontade. Desperta em mim o amor que vem de Ti.



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