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OJardineiro

Foto do escritor: Denison Cavalcante
Denison Cavalcante
10 de out.
3 min de leitura

Dia 63 | Faltam 38 dias



Motivo de oração de hoje:

Por cada participante do Together.


“Pensando que fosse o jardineiro, ela disse…” (João 20:15).


Vamos mergulhar nas histórias dos encontros com Jesus que ficaram registrados ou foram sugeridos no texto bíblico durante os 40 dias em que Ele permaneceu na Terra após Sua ressurreição. Quanto mais estudo esses momentos, mais percebo a maneira linda como Deus Se relaciona conosco e utiliza circunstâncias e acontecimentos para nos ensinar e transformar. O encontro de Jesus com Maria Madalena contém várias lições. Vamos conhecer algumas.


Pedro e João voltaram para casa. Não sabemos o que pensavam nem como estava o coração daqueles dois homens tão diferentes. Maria, porém, permaneceu à entrada do sepulcro, chorando. E aqui está a primeira lição: quando as lágrimas tomam conta, a realidade pode parecer distorcida. Por isso, antes de tomar decisões ou tirar conclusões sobre uma situação, precisamos enxugar as lágrimas. Foi isso que os anjos fizeram com Maria. Antes de qualquer explicação, perguntaram por que ela chorava. Isso é cuidado. Muitas vezes, o missionário quer sair correndo para fazer o bem sem antes atender às necessidades das pessoas. Primeiro, cuide das necessidades para que a explicação do evangelho faça sentido.


Depois de falar com os anjos, Maria, ainda com lágrimas nos olhos, viu alguém e pensou que fosse o jardineiro. Parecia continuar acreditando que o corpo de Jesus havia sido roubado. Tenho a impressão de que ela não acreditou nos anjos, ao menos não completamente. Pensar em Jesus como jardineiro me leva à segunda lição: Ele é o restaurador do jardim do Éden. Contemple a metáfora. O jardim do Éden foi desfigurado pelo pecado. Jesus, o Jardineiro celestial, com Sua morte e ressurreição, começou a restaurar o jardim — tanto o mundo quanto nossa história pessoal. Confie nEle e no trabalho que precisa realizar. É por isso que devemos clamar pelo batismo do Espírito Santo: para que o Jardineiro de nossa história faça tudo o que for necessário para nos restaurar.


A terceira e última lição de hoje vem do diálogo seguinte. Ao perceber que Maria não O reconheceu, Jesus a chamou pelo nome. Como havia feito com Adão, Moisés e Samuel, como faria mais tarde com Pedro e como faz comigo e com você todos os dias. O que me chama a atenção é que, naquele momento, Maria O reconheceu. Isso demonstra familiaridade com Jesus. Reconhecer é buscar na memória algo que já está lá. Não reconhecemos aquilo que desconhecemos. Simples assim. Por isso, preste atenção neste conselho dirigido aos médicos missionários:


“Tornai a Bíblia vosso conselheiro. Vossa familiaridade com ela aumentará rapidamente se mantiverdes a mente livre do lixo do mundo. Quanto mais a Bíblia for estudada, tanto mais profundo será vosso conhecimento de Deus. As verdades de Sua Palavra vos serão escritas na alma, causando uma indelével impressão.” (Ellen White, Conselhos sobre Saúde, p. 371)


Estudar diariamente a vida de Cristo nos dará familiaridade com Sua voz. Reconhecer a voz de Jesus em meio às muitas vozes deste mundo nos dará segurança, secará nossas lágrimas e devolverá uma visão mais clara de Seu poder disponível para a missão.


Nossa oração hoje:

Senhor, seca minhas lágrimas e dá-me coragem para passar tempo suficiente Contigo, a ponto de reconhecer Tua voz em meio às turbulências desta vida.

 
 
 

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