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O cético

Foto do escritor: Denison Cavalcante
Denison Cavalcante
há 7 dias
2 min de leitura

Dia 67 | Faltam 34 dias



Motivo de oração de hoje:

Pelo batismo do Espírito Santo.


“Tomé, chamado Dídimo, um dos Doze, não estava com os discípulos quando Jesus apareceu” (João 20:24).


Durante aquela semana, a empolgação deve ter sido grande. A Bíblia não diz se Jesus apareceu a mais alguém. Conta, porém, que Tomé, que não estava com o grupo, manifestou sua dúvida, dizendo que só acreditaria se visse e tocasse Jesus. Toda vez que leio essa parte da história, lembro-me do perigo de caminhar sozinho na jornada da vida. Podemos ser dominados por um espírito cético em relação a tudo e a todos. Ninguém mais parece confiável ou relevante. Percebe o perigo?


Penso também no tempo que o mundo perdeu enquanto Tomé não teve seu encontro com Jesus. Naquele período, seu principal testemunho foi o próprio ceticismo. Ah, se Tomé estivesse com o grupo! Mas Deus não é rancoroso. Preparou um encontro especial para ele, com direito a testemunhas, para que sua dúvida não resistisse à presença do Salvador. Uma semana depois, chegou a vez de Tomé — aquele cujo nome Dídimo significa “gêmeo” — encontrar-se com Jesus.


Esses relatos me ensinam que o reavivamento tem duas características marcantes: a experiência pessoal impulsiona a experiência coletiva. Deus começa pela pessoa antes de alcançar o grupo. Não me recordo de um movimento de reavivamento e reforma que tenha começado com uma multidão. Primeiro, vemos alguém sendo chamado individualmente. Foi assim quando as Escrituras foram encontradas no templo durante o reinado de Josias e ele convocou o povo ao reavivamento. O mesmo movimento aparece na história de Elias e em tantas outras. Perceba a relação entre o individual e o coletivo nesta declaração:


“Foi quando Cristo estava para Se despedir de Seus discípulos, que Ele lhes deu o lindo emblema de Sua relação com os crentes. Estivera a apresentar-lhes a íntima união com Ele, pela qual podiam manter a vida espiritual quando fosse afastada Sua presença visível. Para impressionar-lhes o espírito, apresentou-lhes a videira como seu símbolo mais notável e apropriado.” (Ellen White, Reavivamento e Seus Resultados, p. 44–45)


A relação pessoal faz parte da experiência coletiva representada pela videira. Os ramos não subsistem nem produzem frutos sozinhos, desconectados dela. Tomé havia se isolado e, naquele momento, não produzia frutos de fé. Depois de sua experiência pessoal, juntou-se ao grupo que experimentaria o Pentecostes. Não pense que sua igreja será reavivada apenas por meio de um culto de oração ou de uma vigília. Esses encontros produzirão frutos se reunirem pessoas que já tiveram sua experiência pessoal com Cristo. Isso é reavivamento.


Nossa oração hoje:

Senhor, dá-me uma experiência diária Contigo e concede o mesmo aos meus amigos de oração. Quando estivermos juntos, que seja para revelar Tua glória. Quando nos reunirmos com o restante da Tua igreja, que sejamos pessoas restauradas pelo Espírito Santo. Que esse encontro coletivo resulte em um novo Pentecostes.

 
 
 

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